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sábado, 23 de julho de 2011

Do que eu nunca esqueci

Afeto é mesmo algo estranho. Venho tardiamente falar-lhes, mas não demais. Sempre tem daqueles preciosos que deixam uma marquinha em seu coração, e que, de vez em quando, ou notá-la, você recorda. Recorda de todos os sorrisos, das palavras, dos mimos, das músicas tocadas, dos abraços demorados. Não me estranhe, sei que é tarde, contudo, há sempre um tempo em que nos vemos distantes demais da linha do tempo em que podíamos fazer algo em relação a isso. E o que nos resta? Só o querer. De estar perto, de novos conselhos, de muitas lágrimas até. De tudo de bom. E que, se ainda couber, que esse tão amado volte a visitar sua vida. A falta fica, junto com a vontade de recuperar o tempo perdido.
Perdoe-me as poucas palavras, é que as outras já silenciadas não caberiam aqui.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

De novo.

Às vezes o que eu menos espero que aconteça, acaba vindo à tona, sem se importar se me é bom ou não. Dessa vez foi mais rápido, diferente e inesperado do que qualquer outra. Era algo que me fazia tão bem... e, como numa  explosão, fica tudo escuro, bagunçado e confuso, destroços por toda parte. Acho que a bomba sou eu.
Estar longe agora não me ajudou muito; não em relação a isso. As coisas ainda não foram reconstruídas. Ainda está confuso. A indiferença me cegou, cortou-me e tirou toda minha força. Sou capaz de pedir perdão por algo que não sei se fiz. Mas estar aqui e agora me fez perceber que a falta que faz a mim é maior do que eu já imaginava. Por que as músicas do meu celular me trazem suas lembranças? Por que meus dedos acariciam as teclas a sua procura? Será que sinto a mesma coisa que começou com tudo isso?
Me desfaço de toda distração e volto ao que realmente me trouxe aqui: a companhia daqueles que nunca me abandonaram, me façam rir ou derramar lágrimas. Restabelecer a conexão com o meu Senhor é o mais importante, e que Ele comece a minha metamorfose! Talvez eu possa voar... ou nadar.

Nota: mensagens me alegram muito, ainda mais quando vem com um sorriso em anexo.
Nota2: poingpong não é comigo 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Um eu.

Sabe quando se tem muito pra dizer e não sabe pra quem exatamente?
Muito pra sentir, lugares para onde ir
Muito do que rir, muito do que chorar.
Dúvidas pra tirar!
Músicas para ouvir e tocar.
O mar para observar. No crepúsculo ou ao luar.
Muito do que se arrepender, muito há de se melhorar!
Pessoas para (re)encontrar.
Aconselhar, ser aconselhado.
Sorrisos e palavras sinceras pra distribuir.
O Deus para adorar - terna e eternamente.


E ninguém pra compartilhar.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Aparentemente, eu.

Eu, aparentemente, não acordara num bom dia. Acho que as últimas coisas que me ocorreram trouxeram consigo essa consequência. A vontade de me levantar não me vem, continuo fitando o teto... de vez em quando mudo o foco: pra um feixe de luz pulando timidamente de uma brecha da janela fechada; ou pro meu violão, penosamente encostado na parede pedindo para me levantar e me animar. Continuo inerte, não por preguiça nem outra coisa do gênero. Uma angustia me enchia; meu corpo pedia pra continuar agasalhado, e no quase-escuro do meu quarto.
Por fim, tentei ser mais forte e me levantei e quase me arrependi na mesma hora. Pisei num dos meus livros jogados no chão e comecei a decifrar, ainda com minha vista turva, a bagunça do meu quarto. Acho que Clarice (Lispector) me entenderia. Quando sua mente está numa bagunça, parece que suas coisas refletem isso. Consegui empurrar o máximo de coisa que vi com o pé, até chegar em frente ao meu espelho retangular e fino, que ia do chão ao teto, e sentar de frente a ele. Minhas típicas olheiras pareciam estar bem maiores, meu cabelo mais desgrenhado do que de costume, minha coluna insistia em não querer se erguer, implorando o apoio dos meus braços. Meu violão não me respondia. Não conseguia produzir nele nenhum acorde senão triste. Meus olhos pareciam cinzas.
Toda essa sobrecarga de sentimentos, emoções, momentos e lembranças haviam me consumido um pouco. Até meus pequenos felinos amados apareceram com suas carícias inegáveis tentando me animar e me propor um pouco de disposição: é hora de reorganizar! Molhar o rosto, prender os meus fios um tanto quanto ondulados e cheios que quase não consigo comporta numa só mão, vestir uma roupa confortável; pôr os livros na estante, os rascunhos na gaveta, as roupas sujas na água com sabão. E, por fim, deitar-me; vislumbrar a ordem (material) era agradável até eu começar a soprar minha gaita desafinadamente tentando colocar cada lembrança, sentimento e outras coisas em seus devidos lugares. Depois de um tempo o coração se adapta.
E, quem sabe, enfim, um telefonema seguido de uma companhia acrescentando-lhe sorrisos e abraços. E, por fim, descanso e um colo confortador.

Qualquer de vocês que souberem um link que eu possa ler "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres" de Clarice Lispector; ou que possa me emprestar o livro; ou algo do tipo, favor, avise-me. Ele parece estar me descrevendo, com o pouco que tive contato.


Tem um novo post programado pra quinta-feira pela manhã. Visitem!